Outubro

Este é um mês muito especial.

Dia das Crianças

Elegeram 12 de outubro como dia das crianças, mas penso que todo dia é dia da Nossa Criança.

Quando crescemos, e nos tornamos adultos, muito rapidamente esquecemos que já fomos crianças.

No ultimo domingo, dia 5, foi dia de eleição e também comemorarmos o aniversário de 80 anos do meu pai. Fizemos uma reunião em família, onde pudemos brincar, comer e nos divertir muito.

O evento foi em Botucatu e como era dia de eleição, fomos justificar a impossibilidade do voto.

Onde?

No local onde cursei o primário. Há muito anos eu não voltava lá e vi um grupo escolar, assim era chamado no meu tempo, com poucas modificações. Revivi meu bom tempo de criança.

Ao andar pelo local, lembrei-me que nos intervalos das aulas, jogávamos finca no pátio de terra, hoje concreto. Finca era um jogo que se fazia atirando ao chão um estilete e aquele que consegui chegar mais perto do centro, ganhava o jogo.

Da cantina, me lembro que havia uma merenda, constituída de leite em pó dissolvido que tinha um gosto peculiar.

Das farras e algazarras pelo recreio, da zuada com o servente e bedel e assim minha mente foi acessando fatos que há muito estavam guardados no fundo da minha mente.

Fiquei algum tempo divagando sobre tudo isso e mostrando à minha mulher onde eu havia começado meus estudos.

A partir desta estimulação, comecei a olhar para a cidade e voltar no tempo, onde se podia brincar na rua, andar de carrinho de rolimã ladeira abaixo, fazer e empinar pipa ou papagaio, passar o fim de semana na fazenda comendo pão recém assado recheado de nata e açúcar cristal e andar à cavalo, banhos de rio etc.

Em casa, tínhamos vários animais: galinha, coelho, papagaio, arara, cachorro etc. Tínhamos três grandes viveiros cheios de passarinhos. Meu pai os criava e de setembro a dezembro, os filhotes nasciam.

Nossa quanta coisa me vem à mente!

Acho que ficaria aqui por dias relembrando esta época que esta guardada na minha mente.

Diante desta reflexão, convido você a pensar: como anda a sua criança?

O que você tem feito por ela?

Nossa criança é parte importante do nosso Ser e está o tempo todo conosco.

Dentro dos atendimentos individuais, quando focamos no resgate do poder pessoal e através da memória corporal, quem se manifesta e “pede socorro” é a criança dentro de nós, que por algum motivo está escondida, com medo, abandonada e isso é parte significativa da perda do poder que muitas vezes está entregue a outras pessoas.

Quando isso se manifesta, temos a oportunidade de tranqüilizar estes aspectos e trazê-los de volta ao nosso convívio e a oportunidade de resgatar a alegria, a espontaneidade e a leveza, que são características da criança.

Se você quer entrar em contato com a sua criança, experimente o seguinte:

Leve-a um parque de diversão, passeie em todos os brinquedos, coma todos os doces e quitutes que mais lhe agradavam quando você era criança.

Um dia, ao ajudar um paciente a trazer de volta a energia de sua criança, sugeri que ele recuperasse as atividade e coisas que gostava de fazer quando criança.

Imaginem!

Ele um “SR”, rígido com seus conceitos e pré-conceitos, achou muito estranho e fora de propósito. Pedi a ele que refletisse e dei os motivos, pertinentes ao que trabalho que estávamos fazendo.

Na sessão seguinte, ele estava muito diferente.

Relatou que após nossa sessão, saiu e começou a pensar sobre tudo. De repente sua mente trouxe uma serie de fatos e recordações que ele já achava que não existiam mais.

Pensou na minha proposta “louca” e se permitiu experimentar. Pegou gosto pela coisa.

Em síntese, disse: “Esta semana fiz muitas coisas por minha criança: Levei-a passear de bicicleta, fomos a um jogo de futebol, tomamos sorvete na praça, andamos descalço, revimos um lago que era nosso esconderijo na cidade, vimos um por do sol, comemos pipoca. um doce e tudo o que foi sendo desejado no momento.

Ele trouxe para si a liberdade de fazer o que gostava a vida inteira e por algum motivo se tolheu de fazê-lo.

E você?

Para onde vai levar sua criança?

Pense.

Abra-se as todas as possibilidades.

Não tenha medo de voltar a sentir a liberdade que tinha como criança.

Nós crescemos, mas a energia da criança sempre estará junto de nós, tal qual os aspectos do masculino e do feminino. Quando trazemos a criança para junto de nós, temos a oportunidade de nos conectarmos com o aspecto do ancião.

Eu convidei a minha criança para passear em Machu Picchu e estamos indo agora em outubro.

Lá poderei estar em contato com todos os meus aspectos e poderei acessar todo o conhecimento que for permitido.

Buscarei a integração da criança, adulto e ancião ao mesmo tempo.

Isso não é maravilhoso?

Permita-se!

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